Não podemos nos deixar calar!

Não podemos nos deixar calar

Lutamos pelas mulheres.

Pelo direito das mulheres.

Pela voz das mulheres.

Pela segurança, pela dignidade, pela liberdade de lutar pelo que acham certo.

Há exatos 2 anos, no dia 14 de março, a voz de uma de nós foi cruelmente calada.

Marielle Franco – assim como o motorista do carro em que estava - foi assassinada no Rio de Janeiro, sua cidade, de forma brutal.

Ela, mulher, negra, lésbica, feminista, nascida na favela e vereadora socialista, incomodava. Marielle lutava pelas minorias e, convenhamos, não são todas as pessoas que ficam felizes com isso. Entre suas ações estava um projeto para medidas socioeducativas para crianças infratoras, defendeu a prioridade de pagamento de salário de servidores públicos, foi contra o aumento da tarifa de ônibus, criticou o abuso de poder da polícia do Rio e mais. Muitos diziam que ela “defendia bandidos”, mas podemos ver que suas convicções extrapolam essa afirmação.

Esse post não tem lados políticos, não significa que a Soneto é uma empresa “de esquerda”. Não é o nosso objetivo mudar a visão política de ninguém.

Queremos apenas aqui deixar claro que não importa no que acreditamos sobre o governo ou o regime, e sim a indignação pela morte de uma mulher que lutava pelo que achava certo. Uma morte até hoje não esclarecida, com claras motivações políticas e pessoais e que teve repercussões em todo o mundo.

Mulheres no poder incomodam. Mulheres com voz incomodam. Mulheres que lutam pelo que acham certo incomodam. Mulheres donas de si incomodam.

Mas não podemos nos deixar calar. 

Independente da sua posição política, use o dia de hoje para pedir e para lutar por justiça, não só por Marielle, mas por todas as mulheres que diariamente são assassinadas, abusadas, espancadas, humilhadas e caladas.

Não seremos silenciadas. 

Por Teca Machado