60 anos de Brasília!

60 ANOS DE BRASÍLIA

Os gregos já diziam: beleza é simetria. Nesse caso Brasília é a mais bela metrópole debutante. Sua planta base pensada por Lucio Costa, seus grandes monumentos de Niemeyer, suas vias equidistantes são obras de arte da arquitetura e urbanismo modernista. As obras de Athos Bulcão, as paredes de cobogós. Os prédios baixos, os grandes espaços planejados para enfatizar que estamos no "centro de um planalto vazio" e para que possamos ver o famoso e amado pôr do sol onde quer que estejamos. E a Torre Digital.

Não é a toa que desde 2017 Brasília faz parte do hall de Cidades Criativas do Design da Unesco. O design faz parte do DNA da capital do nosso país, prestes a completar 60 anos. E pode ser por isso que a Soneto nasceu aqui. Rolou afinidade, sabe?

Nosso azul pode ser encontrado nas obras de Bulcão; nosso rosa nos Ipês que esbarramos pelas ruas arborizadas; nosso vermelho está na vegetação típica do cerrado que interrompe nossa vista enquanto estamos dirigindo pela L4; parece que estamos vendo o nosso branco quando passamos pelo Museu Nacional. Preto é preto, não sei que consigo poetizar ele com Brasília. Banco Central, talvez?


 

 

Temos tantos símbolos, nossa cidade é marcante. Cobogós, tesourinhas, ipês, arquitetura, cerrado, política, avião visto de cima. Quem vem pra Brasília dificilmente esquece. Já foram ver um filme no Cine Brasília e acabaram atrasados pra sessão porque ficaram tirando fotos? Deram uma olhada nas saídas do metrô da Asa Sul? “A gente se encontra no da 102!”. A quadra modelo, 308 sul? Nossa estonteante UnB, que mostra o tempo e mostra a resiliência. Praça dos Cristais, alguém?

Dá para ficar um dia inteiro aqui falando de todos os pontos interessantes da cidade. Posso enumerar os pés sujos de litrão barato. Aonde ir se quiser praticar esportes ou atividades com a família. A parmegiana boa está naquele bar árabe. Qual esquina tem o melhor cachorro quente de rua. Por sinal, vocês já foram visitar a Igrejinha? Feira do Guará, Taguacenter em TaguaYork, Festival do Morango, batalha de rap, saída sul (quem nunca?), duas horas para achar a casa de festas no Park Way.

Será que Juscelino imaginou que construiria a cidade do metrô linha reta? Do pardal? Do “vamos financiar um apartamento em Aguas Claras”? Que uma ponte seria erguida em seu nome enquanto a outra teria o nome trocado toda hora? Honestino Guimarães, claro. Que no parque de sua esposa teria o pedaço doído chamado Ana Lídia? As cataratas da Asa Norte não faziam parte dos planos, certamente.

Brasília é nova, mas é história. Já foi palco de muita coisa. Nem todas boas, infelizmente. É casa de tanta gente, arranca rabos fazem parte. É casa do nosso centro político decisório, aí sim! Haja conflito, gritaria, “senhor excelentíssimo”. Já vai? Já tinha que ter ido, o Jair.

Ué, uai, mano, véi, oxente, oxê, porra (alô, cariocas!), bah e ufa! Tudo junto e misturado e ordenado, como só Brasília. Não tem nome na rua, tem que contar nos dedos para chegar de um lado para outro. Na Asa Sul a 8 é fechada, esquece não. Os sinais pararam na W3 de novo, haja paciência.

 

 

E nesse volta e não volta na tesourinha, passa o balão e sobe o viaduto Brasília ganhou o apelido carinhoso do quadradinho. Cada um no seu canto; no samba, no rock, no sertanejo e na MPB. Mas todos muito bem vindos. BSB é berço de uma, casa de outra e lar da Soneto. Agradecemos de coração. Por sinal, sua linda, de parabéns você está sempre :)