Como ser concreto em tempos líquidos?

A tecnologia mudou a forma com que nos relacionamos com pessoas, produtos, marcas.. E de repente, nos encontramos em um tempo líquido, que aqui vamos entender como um momento em que as conexões entre as pessoas acontecem de forma rápida e se desfazem com a mesma velocidade.

Ganhamos novos amigos com as redes sociais, curtimos frases desconhecidas, compartilhamos conteúdos porque… Por quê? Para nos sentirmos pertencentes a um determinado grupo ou ainda, para que aquele grupo nos veja de uma determinada maneira.

São tantos debates dentro desse tema, mas nesse instante, a reflexão é perceber que existe um movimento contrário. O motivo é simples não somos máquinas, não somos feitos de algoritmos, somos seres vivos. E o que nos faz mais humano é a nossa capacidade de entender que um minuto não dura exatos 60 segundos.

Ou você ainda acredita que o tempo não para?

Se ainda duvida, bom, você já se apaixonou? Casou? Tem filhos? Já sofreu com saudade de um amigo? Já viveu o reencontro com uma pessoa querida?

Bom, o tempo costuma parar quando a gente apenas contempla a vida. Quando a gente se perde observando a pessoa amada fazendo qualquer atividade trivial. Ou aquele momento em que a gente se perde pensando em alguém muito querido...

Como essas sensações são preciosas. São elas que se perdem na velocidade no tempo atual. A tecnologia empurra esses instantes das nossas rotinas. E a existência vai se esvaziando… Sim, nada dura para sempre. Afinal, estamos em constante transformação, mas toda a superficialidade da nossa era gerou um vazio que tende a ser combatido por um certo movimento, chamado de ‘slow’. Pode ser que você já tenha escutado os termos: slow food ou slow fashion.

Eles apareceram para nos resgatar e nos lembrar que sim, os bens podem ter duração, como nós, também temos um prazo de validade, mas não precisamos acelerar isso.

Cuidar das nossas relações e dos nossos bens, nos faz mais conscientes, passamos a valorizar mais cada instante e isso, bom, deve resultar em uma existência mais significativa e bem menos vazia.


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